terça-feira, 9 de novembro de 2010

Martinho Lutero

Martinho Lutero
Martinho Lutero

Lutero em 1529 por Lucas Cranach
Nome completo Martinus Luter (Martin Luther)
Nascimento 10 de Novembro de 1483
Eisleben, Saxônia-Anhalt
Alemanha
Morte 18 de fevereiro de 1546 (62 anos)
Eisleben, Alemanha
Ocupação teólogo
Cônjuge Catarina von Bora (1499-1546)
Assinatura Autograf, Martin Luther, Nordisk familjebok.png

Martinho Lutero (em alemão: Martin Luther, Eisleben, 10 de novembro de 1483 – Eisleben, 18 de fevereiro de 1546) foi um padre e professor de teologia alemão que é creditado por ter iniciado a Reforma Protestante.[1] Veementemente contestando a alegação de que a liberdade da punição de Deus sobre o pecado poderia ser comprada, confrontou o vendedor de indulgências Johann Tetzel com suas 95 Teses em 1517. Sua recusa em retirar seus escritos a pedido do Papa Leão X em 1520 e do Imperador Carlos I de Espanha na Dieta de Worms em 1521 resultou em sua excomunhão pelo papa e a condenação como um fora-da-lei pelo imperador.

Luther ensinava que a salvação não se consegue apenas com boas ações, mas de um livre presente de Deus, recebida apenas pela graça através da fé em Jesus como um redentor do pecado. Sua teologia desafiou a autoridade papal na Igreja Católica Romana por ensinar que a Bíblia é a única fonte de conhecimento divinamente revelada[2] e opôs-se ao sacerdotalismo, por considerar todos os cristãos batizados como um sacerdócio santo.[3] Aqueles que se identificavam com os ensinamentos de Luther eram chamados luteranos.

Sua tradução da Bíblia em outros idiomas (que não o latim) fez do livro mais acessível, causando um impacto gigantesco na Igreja e na cultura alemã. Promoveu um desenvolvimento de uma versão padrão da língua alemã, adicionando vários princípios à arte de traduzir[4], e influenciou a tradução para o inglês da Bíblia do Rei James.[5] Seus hinos influenciaram o desenvolvimento do ato de cantar em igrejas.[6] Seu casamento com Catarina von Bora estabeleceu um modelo para a prática do casamento clerical, permitindo o matrimônio de padres protestantes.[7]

Em seus últimos anos, Luther tornou-se fortemente um antissemita, chegando a escrever que as casas judaicas deveriam ser destruídas, e suas sinagogas queimadas, dinheiro confiscado e liberdade cerceada. Essas afirmações fizeram de Luther uma figura controversa entre muitos historiadores e estudiosos.[8]

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